google.com, pub-3508892868701331, DIRECT, f08c47fec0942fa0 A Saúde em Primeiro Lugar: Gota: saiba mais sobre essa doencas (ácido úrico)

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7 de julho de 2019

Gota: saiba mais sobre essa doencas (ácido úrico)

A gota é uma doença reumática que geralmente afeta as articulações, geralmente a base conjunta do dedão do pé em 75% dos casos. 

Esta condição, frequentemente crônica, é caracterizada por inflamação grave da articulação que muitas vezes provoca dor muito forte.


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Falamos em crise de gota ou, em alguns lugares como no Canadá, de ataque de gota ele é chamado de gota. A gota é uma forma de artrite. A dor causada por esta doença é muitas vezes atroz.

A principal causa da gota são os elevados níveis de ácido úrico no sangue (acima de 6,8 mg/dL, sem solubilização de ácido úrico). Esta molécula viaja através da corrente sanguínea e, em seguida, se acumula nas articulações na forma de cristais, o que provocam uma reação inflamatória e dor severa.

A gota é mais frequente em homens, particularmente após os 40 anos, no entanto, pode acometer em mulheres, sobretudo após a menopausa (que começa em média aos 51 anos).

Nos últimos anos, foi observado um aumento significativo no número de casos nos EUA e no Reino Unido, em parte por causa da junk food (alimentos com alto teor calórico, mas com níveis reduzidos de nutrientes), que causa obesidade e diabetes. Em outros países também houve um aumento acentuado no número de casos. O envelhecimento da população nos países industrializados também explica o aumento da prevalência desta doença.

Outros fatores podem explicar este aumento de casos, como tomar medicamentos anti-hipertensivos (estes podem promover a gota através do aumento do ácido úrico).

A elevação do ácido úrico no sangue pode se dar por conta de defeitos genéticos que levam a um aumento em sua produção. Outro motivo que o mantém elevado no sangue é a incapacidade dos rins em excretar a substância. Outros fatores como dieta rica em carnes e frutos do mar, ingestão abusiva de álcool e o consumo de alguns medicamentos, podem elevar os níveis de ácido úrico e desencadear a artrite gotosa.

Quando não tratada, a gota pode se complicar causando cálculos renais e deposições de cristais de ureato de cálcio sob a pele.

Para fazer um diagnóstico preciso, o médico deve fazer uma punção na articulação. A presença de cristais de ácido úrico confirma a presença da gota.

Trata-se frequentemente de uma doença crônica. Quando uma pessoa para de tomar a medicação e/ou para de manter uma dieta adequada (sem álcool, sem carne, por exemplo), verá muitas vezes as crises de gota reaparecerem .

O tratamento pode ser curativo para as crises de gota, com medicamentos como antiinflamatórios e colchicina, ou preventivo, com o uso de alopurinol.

Algumas plantas medicinais, como cerejas, bétula, café e folhas de urtiga podem ajudar no tratamento.

Para o paciente que já sofre de gota ou tenha propensão a desenvolver a doença, algumas dicas podem ajudar a prevenir, como reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, maneirar no consumo de carnes, ingerir bastante líquido e controlar o peso.

3 boas dicas para gerenciar adequadamente a gota
1. Ter uma dieta e um estilo de vida saudável (praticar exercícios, dieta equilibrada, etc.)
2. Coma alimentos que são saudáveis para você e baixos em purinas (ver também Boas dicas abaixo).
3. Tome seus medicamentos.
A gota é uma doença reumatológica, inflamatória e metabólica que atinge uma ou mais articulações. Trata-se de um tipo de artrite. É importante observar que a gota inicia quase sempre atingindo extremidades articulares, como dedos dos pés, joelhos, cotovelos ou tornozelo.

A gota é provocada por um depósito de ácido úrico na região articular, que formam cristais, ocasionando muita dor (uma das piores dores, segundo alguns pacientes).

A gota é uma doença que evolui por incidências, falamos então de crise de gota quando a dor se torna muito intensa.

Nota-se por fim, que é importante tratar bem a gota, através de medicamentos e/ou mudanças no estilo de vida, pois complicações renais como deformações articulares podem ocorrer se a doença não for bem tratada. Somente um médico poderá prescrever os medicamentos adequados (não se automedique!).

Pessoas famosas como Isaac Newton e Leonardo da Vinci sofriam de gota.
A gota também já foi chamada de doença dos reis, porque na época a realeza fazia festas ricas em carnes e álcool, dois importantes fatores de risco para a gota.

Sabemos que o rei Henrique VIII da Inglaterra sofreu com esta doença.

A gota é uma doença conhecida há cerca de 4000 anos.

– A gota afeta principalmente os homens (20 vezes mais do que as mulheres, em 95% dos casos) a partir dos cinquenta anos.

Outro estudo mostrou que 6 pacientes (homens) e 1 paciente (mulher) em 1000 pacientes da medicina geral do Reino Unido, sofrem de gota. Neste caso, a relação homem-mulhere não é 20, mas 6.

Sobre o mesmo assunto, um estudo publicado em janeiro de 2014, ainda no Reino Unido, mostrou que a relação homem-mulher foi de 4 homens para 1 mulher.

– Estima-se que 1% dos homens com mais de 40 anos sofrem de gota.

Quando as mulheres são afetadas, isto ocorre principalmente após a menopausa.

– A primeira crise de gota ocorre frequentemente em homens entre 20 e 40 anos.

– Em crianças, a doença é rara, mas quando ocorre nessa faixa etária é frequentemente associada a problemas metabólicos bem definidos.

– Nos Estados Unidos, estima-se que 4% dos adultos americanos (fonte: American College of Rheumatology) sofram de gota. Este número está a aumentar fortemente (cerca do dobro que há 20 anos, tendo o ano de 2014 como referência 2014).

Além disso, nos Estados Unidos, estima-se que os custos com a saúde gerados pelos pacientes com gota cheguem a 1 bilhão de dólares por ano, cerca de um terço provém do tratamento da crise de gota.

Segundo a Gout & Uric Acid Education Society, mais de 8,3 milhões de americanos sofrem de gota (dados sobre 2015).

– Na França, cerca de 600.000 pessoas sofrem de gota (Fonte: Autoridade Nacional de Saúde, em abril de 2014).

– No Reino Unido, a gota é a doença articular inflamatória mais comum, afetando 1,5% da população (fonte: revista Rheumatology, de outubro de 2013, Reino Unido).

Neste país, estima-se que uma em cada 40 pessoas sofre de gota (Fonte: Annals of the Rheumatic Disease Journal).

Como a gota está associada em grande parte ao estilo de vida, observa-se que a globalização e a junk food estão relacionadas com o aumento no número de casos de gota mundialmente. Em todo caso, esta é uma hipótese frequentemente citada.

Causas
A gota é causada pelos níveis elevados de ácido úrico no sangue (hiperuricemia) situado acima de 6,8 mg/dL, isto é, acima do ponto de solubilização de ácido úrico. Ou seja, acima de 6,8 mg/dL, cristais podem se formar e, em seguida, ser depositados nas articulações, como o dedão do pé.

Nos EUA, os especialistas em gota recomendam uma taxa de ácido úrico abaixo de 6 mg/dL. Em pacientes com gota, esta taxa deve ser menor que 5 mg/dL para evitar ataques futuros. 

Quanto mais a concentração de ácido úrico no sangue diminui, (por exemplo, abaixo de 5 mg/dL ou menos), maior é a sua solubilização no sangue.

Os cristais de ácido úrico provocam inflamação dos tecidos. Em seguida, há produção de moléculas presentes no processo inflamatório, tais como as interleucinas.

Muitas pessoas têm níveis elevados de ácido úrico no sangue, mas não desenvolvem a gota. Os níveis elevados de ácido úrico no sangue são uma condição necessária, mas não suficiente para provocar os ataques. Não está claro por que algumas pessoas desenvolvem a doença e outras não. Muitas pessoas que sofrem de gota tiveram, por anos, níveis elevados de ácido úrico antes de apresentarem seu primeiro ataque.

Formação do ácido úrico
A origem do ácido úrico é múltipla. Esta molécula pode surgir em especial a partir de resíduos formados pela quebra de purinas a nível celular:

DNA (a partir de uma célula morta, carne, após o tratamento de câncer, etc) > Purinas > ácido úrico > de cristais de ácido úrico nas articulações (gota).

Em 80 a 90% dos casos de gota, a origem é a má excreção de ácido úrico pelos rins, e não uma super ingestão. Nos rins, o ácido úrico é então reabsorvido pela corrente sanguínea, levando à hiperuricemia (excesso de ácido úrico).

A gota pode ser primária ou secundária. Gota primária:
Esta forma de gota não está bem definida, estima-se que factores genéticos influenciam os níveis elevados de ácido úrico no sangue. A gota primária é também conhecida como gota idiopática.
Gota secundária:
Nesta forma, vários factores podem aumentar os níveis de ácido úrico no sangue, pode ser devido a:
– Uma dieta rica em carne, álcool, etc.
Tomate e gota
Um estudo da Universidade de Nova Zelândia, na cidade de Otago, mostrou que comer tomate pode promover a gota, como apontado pelos cientistas que observaram uma forte correlação entre o consumo de tomate e esta doença reumatológica. De acordo com os pesquisadores, comer tomates aumenta a taxa de ácido úrico no sangue. Este estudo particular que envolveu mais de 2.000 neozelandeses que sofriam de gota foi publicado na revista BMC Musculoskeletal Disorders, em agosto de 2015. Os participantes tiveram de responder a forma sobre como os ataques de gota eram desencadeados, e 71% relataram ter um ou mais alimentos provocando a gota. O tomate foi listado como um fator desencadeante em 20% desses alimentos. Outros alimentos citados foram álcool, marisco, carne vermelha e bebidas açucaradas (por exemplo, refrigerantes).

– Uma doença hemolítica (anemia)
– Tumores
– Uma insuficiência renal
– A obesidade ou excesso de peso, a obesidade aumenta por um fator de 2 a 3 o risco de gota. 

– Utilização de certos medicamentos: aspirina (mesmo em baixa dosagem, por exemplo, 100 mg, usada na prevenção de doenças cardiovasculares), diuréticos como hidroclorotiazida, anti-hipertensivos, alguns fármacos citotóxicos utilizados no caso das doenças malignas hematológicas, imunossupressores como a ciclosporina ou tacrolimus.

– Pesquisas recentes também têm mostrado que o consumo excessivo de refrigerantes e sucos industrializados adoçados aumentam a probabilidade do desenvolvimento da gota, inclusive em mulheres. Isso pode ser devido ao aumento da resistência à insulina e acumulo de gordura na região abdominal. A tomada de determinados medicamentos (aspirina, diuréticos) pode também favorecer o aparecimento da gota.

– Diabetes: Sabe-se que altos níveis de insulina no sangue podem levar a níveis elevados de ácido úrico, sendo essa a ligação entre diabetes e gota.
– Linfoma
– Hipertensão
– O excesso de colesterol
– A apneia do sono, uma pessoa que sofre de apneia do sono apresenta um risco 20% maior de sofrer de gota.

A gota, na sua fase aguda, é caracterizada pela famosa crise, com os seguintes sintomas:
– A gota geralmente afeta as articulações, na maior parte do tempo (em cerca de 70% a 75% dos casos) a articulação da base do dedão do pé é frequentemente a única articulação atingida pela gota.

Na gota, os cristais de ácido úrico são depositados principalmente na articulação da base do dedo grande do pé. Normalmente apenas uma articulação é afetada.

Em 90% dos pacientes com gota, a base conjunta do dedão do pé será afetada pelo menos uma vez.

Por que é que a articulação do dedão do pé é a mais afetada?
Várias hipóteses têm sido expostas. Primeiro, o pH nesta região do corpo é mais ácido do que em outras regiões. Sabe-se que o ambiente ácido diminui o ponto de solubilização de ácido úrico, o que aumenta a probabilidade de formação de cristais de ácido úrico. Em segundo lugar, devido ao estado da articulação em uma extremidade do corpo, a temperatura é mais fria do que noutras áreas, e assim como a acidez, o frio reduz a taxa de solubilidade do ácido úrico. Em terceiro lugar, alguns especialistas acreditam que a pressão durante a marcha promove a formação de cristais.

A gota também pode chegar noutras articulações, como o pé, joelho, dedos da mão, cotovelo, etc. Outras regiões também podem ser afetadas como as orelhas (conhecidos neste caso por tofos) ou os rins.

– A crise de gota é extremamente dolorosa e ocorre de repente. A dor é tão insuportável que muitas vezes é impossível colocar o pé no chão ou até mesmo colocar um sapato, um casaco ou um cobertor ao dormir. A dor é tão forte que a gota pode acordá-lo à noite. A origem da dor vem de milhares de cristais de ácido úrico que agem como cacos de vidro no interior das articulações.

Esta crise muitas vezes ocorre durante a noite, períodos em que há mais frio, o que favorece a cristalização de ácido úrico (causa de gota). Em dezembro de 2014, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston (EUA) descobriram em um estudo clínico de mais de 700 pessoas, que os pacientes com gota tiveram 2,4 vezes mais risco de sofrer uma crise de noite entre meia-noite e 8h da manhã do que durante as 8h e 16h.

Em geral, a crise começa com uma pequena dor e pequenos incômodos, mas após algumas horas a articulação fica completamente inflamada.

Uma crise de gota pode durar vários dias, geralmente dura 3 a 7 dias (algumas fontes falam de 3 a 10 dias). Mesmo sem tratamento, a crise é reabsorvida em poucos dias, muitas vezes em menos de uma semana.

– A articulação afetada pela gota apresenta os sinais clássicos de uma inflamação pele avermelhada, dolorosa, quente e inchada. As articulações podem ficar tão inchadas einflamadas que o paciente sente febre e calafrios.

– As crises de gota podem ocorrem uma só vez ou se repetir várias vezes (falamos então de gota crônica), por exemplo, por vários meses ou anos após a primeira crise de gota. 

Diagnóstico
O médico se utiliza dos sinais e sintomas da gota para fazer o diagnóstico do paciente.
O médico pode fazer uma punção do líquido da articulação afetada, a presença de microcristais de ácido úrico confirma a gota. A análise desses cristais é feita no microscópio no consultório médico. Alguns especialistas acreditam que esta análise dos cristais sob o microscópio é a única maneira de estabelecer um diagnóstico correto da gota.

O especialista pode pedir exames de sangue para verificar os níveis de ácido úrico no plasma do paciente. Entretanto, o teste de sangue sozinho não é preciso, uma vez que há pacientes com níveis elevados de ácido úrico no sangue que nunca desenvolveram a doença e pacientes com sintomas de gota mesmo com níveis normais de ácido úrico.

O médico pode também realizar um raio-X, em especial para excluir outros diagnósticos, tais como pseudogota (também chamado condrocalcinose articular), causada pela deposição de pirofosfato de cálcio nas articulações.

Radiografias da articulação também podem ser úteis na gota crônica a fim de encontrar quaisquer problemas ósseos ou articulares, como os tofos gotosos. 

Na gota crônica, o médico também pode verificar a função renal, para identificar uma possível insuficiência renal.

Novos critérios de diagnóstico da gota
Em setembro de 2015, a associação dos reumatologistas americanos, a Associação Americana de Reumatologia (ACR) e o EULAR, o equivalente europeu, publicaram novos critérios para o diagnóstico de gota de acordo com sintomas específicos, com diferentes parâmetros.

Os principais critérios para o diagnóstico da gota são:
– O critério de entrada necessário, nessa nova classificação, é que o paciente tenha experimentado pelo menos um episódio de inchaço, sensibilidade ou dor em uma articulação periférica ou uma bolsa sinovial com dor.

– A presença de cristais de urato de sódio em uma articulação ou bolsa sinovial, e também a presença de um tophus (cristal de ácido úrico) são critérios suficientes para caracterizar a gota.

– Se o médico não encontrar cristais de urato de sódio, ele deverá continuar o questionário, inclusive sobre outras questões clínicas.

Complicações
A gota, se não tratada corretamente, pode levar a complicações como:
– Crises recorrentes de artrite gotosa;
– Cálculos renais;
– Complicações renais como a insuficiência renal (neste caso, a perda da função renal é frequentemente irreversível), Estima-se que pessoas que sofrem de gota possuem 4 vezes mais risco de morrerem de problemas renais;
– Deformações articulares (caso mais incomum nos dias de hoje, devido ao tratamento preventivo à base de alopurinol) devido ao acúmulo de cristais de ureato;
– Depósitos de cristais de uretato de cálcio são chamados de tofos gotosos, que são uma massa sólida (nódulo) branca. A formação dos tofos gotosos vem do acúmulo de cristais de ácido úrico no sangue, estes nódulos acumulam-se perto da articulação afetada, como o dedão do pé, os cotovelos, o pavilhão auriculara, etc.

Como pode ser visto, o tofo gotoso pode ser depositado nos tecidos moles formando uma saliência, por exemplo, na orelha, e não necessariamente só nas articulações.

Uma operação geralmente pode remover estes tofos gotosos.

Isso parece, no entanto, exclusivo para casos avançados, geralmente reduzindo o ácido úrico, se reduz esses nódulos. Os tofos podem potencialmente destruir as articulações.

– Aumento do risco de infarto do miocárdio e AVC. Um estudo publicado em setembro de 2013 na revista britânica Rheumatology, demonstrou que os pacientes com gota eram 2 vezes mais propensos a sofrer um infarto do miocárdio e AVC do que aqueles que não sofrem de gota.

Outro estudo britânico publicado no final de agosto de 2014 mostrou que a gota aumenta o risco de doença cardiovascular, este estudo mostrou que as mulheres estão particularmente em risco.

– Um estudo divulgado em junho de 2014, no Congresso EULAR (European League Against Rheumatism – Liga Européia Contra o Reumatismo em português), que foi realizado em Paris, mostrou que os homens com gota sofrem mais com a disfunção erétil.

Tratamentos
Para tratar a gota podemos distinguir dois tipos de tratamento: o tratamento da crise de gota (1) e o tratamento que previne crises futuras (2):

1. Tratamentos da crise de gota – medicamentos para a crise de gota
Para acalmar a dolorosa crise de gota, o médico dispõe principalmente de medicamentos analgésicos ou antiinflamatórios como:

– antiinflamatórios não-esteróidais (AINEs) como aqueles à base de diclofenaco, naproxeno e ibuprofreno a serem tomados, por exemplo, em forma de comprimidos. Evite a tomada de aspirina no tratamento da gota, pois ela pode exercer influência sobre o ácido úrico e agravar os sintomas da gota.

– a colchicina (um antigotoso), que age contra a inflamação causada pelos cristais de ácido úrico. Entretanto, esse medicamento deve ser cuidadosamente avaliado devido a suas reações adversas, como náuseas, vômitos e diarréias.

– corticosteróides, como a prednisona e cortisona podem ser usados devido a sua ação antiinflamatória. Podem ser administrados na forma de comprimidos ou em injeções nas articulações. Os corticosteróides normalmente são destinados a pessoas que não podem utilizar AINEs.

– O canacinumab, um anticorpo dirigido contra a interleucina, utilizado em alguns pacientes. É prescrito quando outros medicamentos, como os AINEs e a colchicina são ineficazes ou contraindicados.

2. Tratamentos preventivos da crise de gota
De início é aconselhado seguir determinados conselhos como uma mudança no estilo de vida (diminuição do álcool, consumo de carnes, etc), para tratar a gota e limitar as futuras crises.

Se a mudança do estilo de vida não surtir efeito, existe a possibilidade de o médico prescrever um medicamento muito eficaz para evitar e limitar novas crises de gota, o alopurinol. Em geral, o médico irá iniciar um tratamento medicamentoso preventivo à base de alopurinol somente se o paciente já tiver passado por diversas crises de gota. É importante saber também que este medicamento diminui a concentração de ácido úrico no sangue, o que reduz a probabilidade de ter uma crise de gota, mas será necessário tomá-lo regularmente, pois uma vez a interrompida a terapia, a probabilidade de uma crise pode aumentar. Trata-se então de um tratamento a ser tomado em um longo prazo.

Vale a pena notar que numerosas pessoas que se tratam com alopurinol por um ano e, em seguida, por exemplo, no segundo ano ou pelo menos algum tempo após, param a administração. Isso é perigoso porque provoca risco à saúde do paciente (gota, complicações renais, etc). Essas terão que tomar o medicamento todos os dias e o médico ou farmacêutico podem ajudá-las a atingir esse objetivo.

Outro medicamento que também bloqueia a produção de ácido úrico é o febuxostato.
Tanto o alopurinol quanto o febuxostato podem desencadear uma nova crise de gota se tomados antes que uma crise recente seja totalmente curada.

A probenecida é um medicamento que aumenta a habilidade renal de excretar o ácido úrico. Desta forma, as concentrações de ácido úrico no sangue diminuem o que reduz o risco de desenvolvimento de gota.

Nota sobre os tratamentos da gota:
Estima-se que uma grande parte das pessoas com gota, 80% dos pacientes de acordo com algumas fontes, não toma corretamente seus medicamentos para tratar e prevenir crises de gota ou não se beneficia do tratamento adequado. Isso é muitas vezes um sério problema de saúde pública, particularmente no Ocidente (Europa e América do Norte).

De acordo com o American College of Rheumatology (Sociedade Americana de Reumatologia), o tratamento preventivo contra a gota pode funcionar em um paciente e não em outro. Portanto, a terapia deve ser individualizada para cada paciente. O médico irá decidir quando iniciar esse tratamento e com qual medicamento. A escolha do tratamento depende também da função renal, e outros problemas de saúde.

A finalidade do tratamento preventivo contra a gota é atingir uma concentração de ácido úrico no sangue de menos do que 6 mg/dL. (Fonte: American College of Rheumatology, acessado 24 de setembro de 2015).

Plantas medicinais
Determinas plantas medicinais, se combinadas com a terapia clássica, podem surtir um efeito positivo no tratamento da gota e no alívio das dores causadas por ela:

– As folhas de urtiga, a serem utilizadas, em geral, em forma de cápsulas, infusão ou compressa. As folhas de urtiga têm um efeito interessante contra o ácido úrico (cristais responsáveis pela crise de gota).

– A bétula, a ser tomada, em geral, em forma de infusão ou cápsulas.

– A groselha, a ser tomada, em geral, em forma de cápsulas.

– O freixo, a ser tomado, em geral, em forma de cápsulas.

– A cereja, comendo de 10 a 12 cerejas por dia durante 2 dias ou mais, pode reduzir em 35% o risco de gota, de acordo com um estudo publicado no final de 2012. As cerejas são ricas em antocianosideos, que são responsáveis ​​pelo efeito benéfico sobre a gota.

– Café. Estudos mostraram uma associação entre ingestão de café (normal ou descafeinado) e redução dos níveis de ácido úrico no sangue.

Tratamento de gota através dos óleos essenciais
A gota é uma doença reumática. A acumulação de cristais de urato nas articulações cria uma inflamação neste local. Os óleos essenciais são utilizados nestes casos para acalmar a inflamação.

Um dos melhores óleos essenciais contra a inflamação é o óleo essencial de gualtéria (Gaultheria procumbens), por conter uma grande quantidade de salicilato de metila, uma substância cuja qualidade anti -inflamatória está muito bem documentada! Você irá reconhecer o cheiro muito facilmente, porque o salicilato de metila entra na composição de muitos cremes anti-inflamatórios e pomadas.

Pela via interna 
Em um comprimido neutro ou em uma colher de chá de mel, coloque uma gota de óleo essencial de gualtéria. Deixe derreter na boca. É aconselhável fazer este tratamento por 7 dias , 2 a 3 vezes ao dia.

Pela via externa
Sobre a articulação dolorida, aplicar 1 a 2 gotas de óleo essencial e massageie suavemente. Você pode repetir essa ação por 7 dias , 2 a 3 vezes ao dia.

O óleo vegetal de hipérico possui um efeito anti-inflamatório, você também pode diluir o óleo essencial de gualtéria em óleo vegetal de hipérico. Aplique esta mistura na articulação dolorida e massageie delicadamente. Você pode repetir essa ação por 7 dias, 2 a 3 vezes ao dia. No entanto, evite exposição à luz solar depois de aplicar esta mistura, pois o óleo vegetal de hipérico é fotossensibilizante (pode levar a manchas na pele).

Tenha cuidado ao comprar seu óleo essencial de gualtéria, verifique sua procedência e data de validade, especialmente em pontos de comercialização não especializados, você pode obter um óleo essencial de gualtéria que foi adicionado salicilato de metila sintético! É melhor comprar em uma loja especializada (farmácia, drogaria).

Prevenção
Para prevenir o aparecimento de novas crises de gota, pode ser bastante útil mudar o seu estilo de vida e seguir determinados conselhos como:

Alimentação para gota
– Limite o seu consumo de carne (a carne é rica em purinas, que se transformam em ácido úrico, molécula responsável pela gota). Outros alimentos ricos em purinas são feijão, grão-de-bico e frutos do mar com casca (camarões, lagostas, mariscos). Sendo assim, procure fazer uma dieta rica em frutas e lacticínios, e pobre em alimentos ricos em purinas como a carne, os leguminosos, etc.

Um estudo mostrou que as purinas de origem animal (frutos do mar, carne) foram associadas com um risco muito maior de desenvolvimento de gota do que as purinas presentes em plantas (leguminosas como feijões, lentilhas, …).

– Limite ou evite o consumo de álcool. Estudos recentes têm demonstrado que o consumo de cerveja aumenta as chances de desenvolvimento de gota, sobretudo em homens. Além disso, o álcool reduz a excreção de ácido úrico.

– Beba bastante líquido (de 2 a 3 litros de água por dia), em particular em caso de crise de gota. Evite beber sucos ou refrigerantes adoçados, especialmente os que usam xarope de frutose ou xarope de milho. Não hesite em beber 500 ml de água na parte da manhã, imediatamente após acordar. A desidratação é uma das causas de gota.

– Controle o seu peso, pois o sobrepeso favorece a gota.

Reduza o consumo de bebidas açucaradas, como refrigerantes ou sucos industrializados, estudos recentes (2010 e 2013) demonstraram uma influência negativa sobre a gota. frutose, frequentemente encontrada em bebidas açucaradas, aumenta o risco de gota, como mostra um estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade de Boston.

Uma variante genética (chamada SLC2A9) em algumas pessoas explicaria a influência de bebidas açucaradas em relação à gota. De fato, de acordo com um estudo da Nova Zelândia publicado em 2013, em indivíduos com essa variante genética, tomar bebidas açucaradas aumenta a concentração de ácido úrico no sangue, o que ajuda a ter uma crise de gota.

– Pratique exercícios físicos. Além de ajudar no controle do peso, previne desordens metabólicas que estão associadas com o aparecimento da gota.

– A ingestão de vitamina C pode reduzir os níveis de ácido úrico no sangue. Entretanto, a dose deve ser estabelecida por um médico, uma vez que superdoses podem elevar a quantidade de ácido úrico no sangue.

Dicas
– Durante as crises de gota, evite forçar as articulações com pesos ou movimentos. Qualquer pressão pode aumentar a dor. Por vezes é necessário imobilizar a articulação para evitar a dor.

Evite excesso com os pés, não jogue futebol, pois há o acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, e em caso de choque, faz com que a dor se amplifique.

– Não aqueça ou esfrie o local da inflamação, pois isso pode aumentar a dor de gota. No entanto, alguns especialistas, como a Sociedade de Artrite do Canadá, acreditam que pode ser possível aquecer e esfriar a inflamação temporariamente para aliviar a dor. O NHS (National Health Service, do Reino Unido) recomenda não aquecer a articulação afetada pela gota.

Nos EUA, o American College of Rheumatology (ACR) recomenda, em caso de gota, descansar a articulação afetada aplicar compressas de gelo ou compressas frias para aliviar a dor e inflamação. Como as informações parecem um pouco contraditórias, pergunte ao seu médico para uma informação mais personalizada. Tente especialmente observar o que é melhor para você (nada aplicado, frio ou quente) para combater as dores.

– Beba bastante líquido (de 2 a 3 litros de água por dia), em particular em caso de crise de gota. Evite beber sucos ou refrigerantes adoçados, especialmente os que usam xarope de frutose ou xarope de milho. Não hesite em beber 500 ml de água na parte da manhã, imediatamente após acordar. A desidratação é uma das causas de gota.

– Coma menos tomate. De acordo com um estudo publicado em 2015, os tomates poderiam promover a gota. r7

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